Pirapora, sexta-feira, 15 de maio de 2026
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A prática da igualdade de direitos
Nesta quinta-feira (14.05), a Prefeitura de Pirapora por meio da Secretaria Municipal de Educação realizou a implantação do Núcleo de Estudos, Promoção da Igualdade Racial e Direitos Humanos, às 14h, no vapor Benjamim Guimarães.
O lançamento do NEPIR/Direitos Humanos em Pirapora consolida um marco na educação antirracista do município. Respaldada pelo Decreto Municipal nº 115/25, a iniciativa é uma ação da gestão do prefeito Alex Cesar e da secretária de Educação Jacqueline Guimarães.
Segundo o professor Samuel da Silva, agente local da Política Nacional de Educação para as Relações Étnico-Raciais e Escolar Quilombola, o projeto reforça que a igualdade de direitos é o fundamento essencial para a construção de uma sociedade justa.
“Hoje fazemos um contramovimento, retornamos ao vapor, ao bairro Aparecida, à lagoa, ao cais, ao rio, símbolo materializado da história do povo e da nossa gente afro-barranqueira. O NEPIR/Direitos Humanos é o nosso leme contra o esquecimento e o apagamento da verdadeira história no processo ensino-aprendizagem. Falar sobre uma educação antirracista na nossa rede municipal de ensino vai muito além de cumprir uma obrigação legal ou pedagógica; trata-se de um ato de reparação e de coragem institucional. Este dia é um ato de retomada por meio de Sankofa, pássaro mítico africano e símbolo de sabedoria que caminha para frente com o olhar voltado para trás. A ave nos ensina que não é vergonhoso retornar para buscar o que foi esquecido, resgatando no passado as vivências, crenças e a cosmovisão que a colonização europeia tentou ocultar, reafirmando o poder da nossa ancestralidade. Durante séculos, a história oficial operou sob a lógica do apagamento, silenciando as profundas contribuições científicas, culturais, intelectuais e sociais dos povos negros e indígenas na formação do nosso país. O papel da escola pública contemporânea é romper com esse silêncio. Quando propomos uma diretriz curricular antirracista, estamos falando do valor simbólico do que é ensinado em sala de aula. É preciso que as nossas crianças e jovens negros olhem para os livros didáticos e para os conteúdos programáticos e se enxerguem não apenas através da lente da dor ou da escravização, mas como herdeiros de saberes, potências e lideranças. O valor simbólico da representatividade molda a autoestima e projeta horizontes de futuro. Mudar a narrativa histórica não é apagar o passado, mas sim contar a história por inteiro”, explicou o professor Samuel da Silva.
A secretária de Educação Jacqueline Guimarães falou sobre a busca por igualdade de direitos e o compromisso da gestão democrática, “estamos trabalhando continuamente na formação de nossos educadores e na atualização de nossas práticas, para que o respeito a dignidade da pessoa humana não seja apenas um conceito abstrato, mas uma realidade vivenciada na prática dentro da escola. Nosso compromisso é garantir que cada estudante, independentemente de sua origem, gênero, raça, condição socioeconômica ou escolhas, encontre nas nossas salas de aula um ambiente de oportunidades iguais”, afirmou a secretária.
Durante o evento houve o descerramento do Banner com o logotipo oficial do NEPIR, e a assinatura do termo de instalação. Ao assumir o compromisso com uma educação antirracista, a rede municipal de ensino não apenas reconhece o valor de nossa diversidade, mas se consolida como um espaço democrático de direito, onde a igualdade deixa de ser um discurso e passa a ser uma prática diária.
Por: Kelly Cristina Oliveira ASCOM SEMED/PMP
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